Dez horas da noite. Desço à garagem para ir buscar o telemóvel esquecido no carro.No regresso, quando me preparo para fechar a porta do elevador, o meu vizinho do andar de cima, com um sorriso como só ele sabe sorrir, apressa-se para apanhar boleia. Agradece e pede-me desculpa pelo incómodo. Incómodo? Que nada, não incomodou nada.
Subimos em silêncio. Ele olha, fixamente, o meu vale dos seios teimosamente a descoberto. Ignoro-o com uma expressão de indiferença.
Mas o LADO NEGRO de mim reclama, em surdina. : porque não paras o elevador entre dois andares, desces as calças e me forças a chupá-lo todo, aqui mesmo?
